Ouvido

Otite: o que é, sintomas, causas e tratamento

Clínica de Otorrinolaringologia em Santo André.

Otite: o que é, sintomas, causas e tratamento

O que é otite?

Otite é o nome dado à inflamação ou infecção que acomete o ouvido. Dependendo da região afetada, ela pode ser classificada em diferentes tipos, sendo os mais comuns a otite externa e a otite média.

A doença pode ocorrer em qualquer idade, mas é especialmente frequente em crianças devido às características anatômicas da tuba auditiva. Em adultos, também pode estar relacionada à exposição à água, infecções respiratórias ou outras condições que favorecem a inflamação do ouvido.

Embora muitas otites sejam leves, algumas podem causar complicações quando não recebem o tratamento adequado.

Conheça também outras doenças dos ouvidos.

Quais são os tipos de otite?

A otite pode afetar diferentes partes do ouvido.

Os principais tipos são:

Otite externa

Acomete o canal auditivo externo e costuma estar relacionada ao excesso de umidade, pequenos traumas ou infecções bacterianas e fúngicas. Também é conhecida como “ouvido de nadador”.

Otite média

Ocorre no ouvido médio, atrás do tímpano. É mais comum em crianças e frequentemente surge após gripes, resfriados ou outras infecções das vias respiratórias.

Otite média supurativa

É uma forma de otite média caracterizada pela presença de secreção, geralmente associada à perfuração do tímpano ou a infecções persistentes.

Cada tipo apresenta características próprias e pode exigir tratamentos diferentes.

Quais são os sintomas da otite?

Os sintomas variam conforme o tipo de otite, mas os mais comuns incluem:

  • Dor de ouvido;
  • Sensação de ouvido tampado;
  • Redução da audição;
  • Febre;
  • Secreção pelo ouvido;
  • Coceira;
  • Sensação de pressão;
  • Irritabilidade em crianças;
  • Dificuldade para dormir;
  • Zumbido em alguns casos.

Quando há secreção, é importante procurar avaliação médica para identificar sua causa.

O que causa a otite?

Diversos fatores podem favorecer o desenvolvimento da doença.

Entre eles estão:

  • Infecções virais;
  • Infecções bacterianas;
  • Excesso de umidade no ouvido;
  • Gripes e resfriados;
  • Rinite alérgica;
  • Sinusite;
  • Alterações da tuba auditiva;
  • Introdução de objetos no ouvido;
  • Uso inadequado de cotonetes.

Nas crianças, o formato da tuba auditiva facilita o acúmulo de secreções no ouvido médio, aumentando a ocorrência de otites.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é realizado pelo otorrinolaringologista durante a consulta.

O médico avalia:

  • Canal auditivo;
  • Tímpano;
  • Presença de secreção;
  • Inflamação;
  • Acúmulo de líquido;
  • Alterações da audição.

Quando necessário, podem ser solicitados exames complementares, como:

  • Audiometria;
  • Imitanciometria;
  • Exames de imagem em situações específicas.

A identificação correta do tipo de otite é fundamental para definir o tratamento.

Como é o tratamento da otite?

O tratamento depende do tipo de otite e da causa da infecção ou inflamação.

Pode incluir:

  • Medicamentos para aliviar a dor;
  • Antibióticos quando indicados;
  • Gotas otológicas específicas;
  • Limpeza do ouvido realizada pelo especialista;
  • Controle de doenças associadas, como rinite;
  • Acompanhamento da evolução do quadro.

A automedicação não é recomendada, principalmente o uso de antibióticos e gotas sem orientação médica.

A otite pode causar complicações?

Na maioria dos casos, a recuperação ocorre sem sequelas quando o tratamento é realizado corretamente.

Entretanto, algumas situações podem levar a complicações, como:

  • Perda auditiva temporária;
  • Perfuração do tímpano;
  • Infecções recorrentes;
  • Otite crônica;
  • Comprometimento de estruturas próximas, em casos mais graves.

Por isso, sintomas persistentes ou recorrentes devem ser avaliados pelo especialista.

É possível prevenir a otite?

Algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

  • Tratar rinite e sinusite adequadamente;
  • Evitar introduzir objetos no ouvido;
  • Não utilizar cotonetes para limpeza interna;
  • Manter o ouvido seco após atividades aquáticas quando indicado;
  • Manter a vacinação infantil em dia;
  • Procurar atendimento diante dos primeiros sintomas.

Avaliação com especialistas

Dor de ouvido, secreção, redução da audição ou infecções recorrentes devem ser avaliadas por um otorrinolaringologista.

O atendimento é realizado pelo Dr. Caio Barbosa Campanholo e pela Dra. Milena de Almeida Torres Campanholo, especialistas no diagnóstico e tratamento das doenças dos ouvidos.

Conheça mais sobre a equipe na página Quem Somos.

Tratamento da otite em Santo André

Na Campanholo Otorrino, pacientes com suspeita de otite recebem avaliação completa para identificar o tipo da doença e indicar o tratamento mais adequado.

O consultório está localizado no Bairro Jardim, em Santo André, atendendo pacientes de toda a região do ABC Paulista.

Perguntas frequentes

Otite é contagiosa?
A otite em si não costuma ser contagiosa. No entanto, algumas infecções respiratórias que favorecem seu aparecimento podem ser transmitidas entre pessoas.
Otite sempre precisa de antibiótico?
Não. O tratamento depende do tipo de otite e da causa da inflamação. Nem todos os casos necessitam de antibióticos.
Adultos também podem ter otite?
Sim. Embora seja mais comum em crianças, adultos também podem desenvolver otite.
Otite pode causar perda auditiva?
Sim. Geralmente a perda auditiva é temporária, mas casos persistentes ou complicações podem causar alterações mais importantes.
Posso colocar gotas no ouvido por conta própria?
Não. Algumas gotas são contraindicadas quando existe perfuração do tímpano ou determinadas doenças do ouvido.
A otite pode voltar?
Sim. Algumas pessoas apresentam episódios recorrentes, especialmente quando existem fatores predisponentes, como rinite alérgica, alterações da tuba auditiva ou infecções respiratórias frequentes.
Quando devo procurar um otorrinolaringologista?
Sempre que houver dor intensa, febre, secreção, perda auditiva, sintomas persistentes ou episódios repetidos de otite.

Agende sua avaliação

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Conteúdo informativo, que não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento devem ser definidos por um otorrinolaringologista após avaliação individual.