Ouvido

Colesteatoma no ouvido: o que é, sintomas, causas e tratamento

Clínica de Otorrinolaringologia em Santo André.

Colesteatoma no ouvido: o que é, sintomas, causas e tratamento

O que é colesteatoma?

O colesteatoma é o acúmulo anormal de células da pele e queratina no interior do ouvido, geralmente atrás do tímpano, na região do ouvido médio. Apesar do nome, não tem relação com colesterol e não é um câncer.

Mesmo sendo uma lesão benigna, o colesteatoma pode aumentar progressivamente e provocar inflamações, infecções e danos às estruturas responsáveis pela audição. Por isso, o diagnóstico e o acompanhamento com um otorrinolaringologista são importantes.

Conheça também outras doenças dos ouvidos.

Quais são as causas do colesteatoma?

O colesteatoma pode ser adquirido ao longo da vida ou, em casos menos frequentes, estar presente desde o nascimento.

Entre as principais situações relacionadas ao seu desenvolvimento estão:

  • Disfunção da tuba auditiva
  • Retração do tímpano
  • Otites médias frequentes ou persistentes
  • Perfuração da membrana timpânica
  • Traumas ou cirurgias anteriores no ouvido
  • Alterações congênitas

Quando a tuba auditiva não equilibra corretamente a pressão dentro do ouvido, uma parte do tímpano pode se retrair. Essa retração forma uma espécie de bolsa, na qual células da pele e queratina começam a se acumular.

O colesteatoma congênito é mais raro e ocorre quando células da pele permanecem no ouvido médio durante o desenvolvimento da criança.

Principais sintomas do colesteatoma

Os sintomas podem surgir de forma gradual e variar conforme o tamanho e a localização da lesão.

Os sinais mais frequentes incluem:

  • Secreção persistente ou recorrente no ouvido
  • Secreção com odor desagradável
  • Redução progressiva da audição
  • Sensação de ouvido cheio ou pressionado
  • Infecções de ouvido recorrentes
  • Dor ou desconforto no ouvido
  • Zumbido
  • Tontura ou alterações no equilíbrio

Em quadros mais avançados, o colesteatoma pode atingir estruturas próximas e provocar perda auditiva mais intensa ou alteração dos movimentos da face. Essas complicações são menos comuns, mas reforçam a importância da avaliação precoce.

Como é feito o diagnóstico do colesteatoma?

O diagnóstico começa com a análise dos sintomas e o exame do ouvido realizado pelo otorrinolaringologista.

A otoscopia ou a otomicroscopia permite observar o tímpano e identificar alterações como retrações, perfurações, secreções ou o acúmulo característico de material no ouvido médio.

Também podem ser solicitados exames complementares, como:

Audiometria

Avalia a capacidade auditiva e ajuda a identificar o tipo e o grau da perda de audição.

Tomografia computadorizada

Pode mostrar a extensão da lesão, a anatomia do ouvido e possíveis alterações nas estruturas ósseas.

Ressonância magnética

Pode ser indicada em situações específicas, principalmente quando há dúvida no diagnóstico, suspeita de complicações ou necessidade de acompanhamento após o tratamento.

A escolha dos exames depende dos sintomas, das alterações encontradas na consulta e das características de cada paciente.

Tratamento do colesteatoma

O tratamento do colesteatoma é definido de acordo com a extensão da doença, as condições da audição e as estruturas afetadas.

Na maioria dos casos, o tratamento principal é cirúrgico. A cirurgia busca remover completamente o colesteatoma, controlar as infecções e preservar ou recuperar a audição sempre que possível.

Dependendo do caso, o procedimento pode envolver a reconstrução do tímpano e dos pequenos ossos do ouvido responsáveis pela transmissão dos sons.

Medicamentos, gotas otológicas e limpezas realizadas pelo especialista podem ajudar a controlar secreções e infecções antes da cirurgia ou em pacientes que não podem ser operados. No entanto, essas medidas geralmente não eliminam o colesteatoma.

Acompanhamento após o tratamento

O acompanhamento periódico é uma parte importante do tratamento, pois o colesteatoma pode permanecer ou voltar a aparecer mesmo após a cirurgia.

As consultas de retorno permitem avaliar a cicatrização, acompanhar a audição e identificar precocemente qualquer sinal de recorrência. Em alguns casos, exames de imagem também podem ser solicitados durante o acompanhamento.

Avaliação com especialistas

A avaliação do colesteatoma deve ser realizada por um otorrinolaringologista, que examina o ouvido, verifica a audição e orienta o tratamento mais indicado para cada situação.

O atendimento é realizado pelo Dr. Caio Barbosa Campanholo e pela Dra. Milena de Almeida Torres Campanholo, médicos otorrinolaringologistas com experiência no diagnóstico e tratamento das doenças dos ouvidos.

Conheça mais sobre a equipe e o consultório: Quem Somos.

Tratamento de colesteatoma em Santo André

Para quem procura avaliação ou tratamento de colesteatoma em Santo André, a Campanholo Otorrino está localizada no Bairro Jardim, com fácil acesso para pacientes de toda a região do ABC Paulista.

O diagnóstico precoce permite avaliar a extensão da doença, proteger as estruturas do ouvido e reduzir o risco de complicações auditivas.

Perguntas frequentes

Colesteatoma é câncer?
Não. O colesteatoma é uma lesão benigna formada pelo acúmulo de células da pele e queratina no ouvido. Apesar de não ser câncer, pode crescer e danificar estruturas próximas quando não recebe tratamento.
O colesteatoma pode causar perda auditiva?
Sim. O crescimento da lesão pode atingir o tímpano e os pequenos ossos responsáveis pela transmissão dos sons, o que pode provocar perda auditiva progressiva.
Colesteatoma causa dor de ouvido?
Pode causar dor ou desconforto, principalmente quando existe uma infecção associada. No entanto, alguns pacientes apresentam secreção e perda auditiva sem dor significativa.
O colesteatoma desaparece sozinho?
Não. O colesteatoma não costuma desaparecer espontaneamente. A limpeza e os medicamentos podem controlar temporariamente a secreção e a infecção, mas não removem completamente a lesão.
O tratamento do colesteatoma sempre exige cirurgia?
A cirurgia é o tratamento mais indicado na maioria dos casos. A decisão depende da extensão da doença, da audição, da idade e das condições clínicas do paciente. Quando a cirurgia não é possível, pode ser necessário acompanhamento frequente para controlar o quadro.
O colesteatoma pode voltar depois da cirurgia?
Sim. Existe a possibilidade de permanência ou recorrência da lesão. Por esse motivo, o acompanhamento com o otorrinolaringologista deve continuar mesmo após o tratamento.
Quando devo procurar um otorrinolaringologista?
A avaliação é recomendada diante de secreção persistente ou com odor desagradável, redução da audição, infecções recorrentes, zumbido, tontura ou sensação frequente de ouvido cheio. Alterações nos movimentos da face, tontura intensa ou piora súbita da audição exigem atendimento médico rápido.

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Conteúdo informativo, que não substitui a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento devem ser definidos por um otorrinolaringologista após avaliação individual.